o pervertido joyce aos pés de nora
dalí, o impotente, aos pés de gala

poeta: pulvis es
agora é que são elas

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“as flores crescem quando se abrem todos os acessos”
(Len Kleinrock)

então, cravos vermelhos,
onde seriam pentelhos

cravo_gusty1

Wir Caetano

Onde nasci, nem isto.
Onde morri, resisto.
E impurezas que visto
Muitas há que nem vi.

Nem em mim, nem em ti
Posso durar. Desisto
De tudo o que é só isto
Ou aquilo, oaristo

Na rua em que transito
Entre pedra e Mefisto.
O espelho em que insisto

Diz, anjo torto, assim:
Não sou em mim, aqui,
Em Itabira, ali.

Não tenho batido cartão aqui, no blog.

Fiquem, por enquanto, com Zuca Sardan. É duca! Perdi a chance de conhecê-lo quando ele esteve no Salão do Livro, em BH, há anos. Acho que eu estava de plantão na redação. Era repórter na época.

Umas pessoas diziam que ele nem existia. Era máscara de outro poeta. Existe, sim.

Aqui, ó:
http://revistamododeusar.blogspot.com/2009/05/zuca-sardan.html

Visite o Francilins:

http://www.francilins.com

os povos amam as línguas
e eu amo a língua
dela

prefiro ficar à míngua
do que sem a língua dela

pra abraçar essa língua
como se abraça uma cadela

Clique aqui.

Estive no velório da cantora Neide Roberto por volta das 12 horas da sexta-feira, 22. Ainda havia pouquíssimas pessoas.

Deixo aqui minha saudação-homenagem.

Na última sexta-feira, 22, gravei minha segunda participação no programa “Viamundo”, da Rádio Inconfidência, a “Brasileiríssima” (100,9 FM). Desta vez, decidi falar sobre o livro “Cartas de Aniversário”, do poeta britânico Ted Hughes, um cara de história muito trágica.

Não sei ainda quando meu comentário vai ao ar. Isso deve ser definido esta semana, segundo a produção do programa. Quando souber, aviso o horário também.

Minha primeira participação no “Viamundo” foi no dia 27 de abril, quando falei sobre o livro de contos “Rasif – Mar que Arrebenta”, do pernambucano Marcelino Freire.

Como muita gente em Monlevade não consegue sintonizar no dial a Inconfidência (que pode, porém, ser acessada via Internet – http://www.radioinconfidencia.com.br), adianto aqui o conteúdo da minha segunda gravação.

O limite de tempo que a rádio nos dá é de dois minutos. Então, é preciso ser objetivo e focar apenas em um ou dois detalhes importantes do objeto a comentar. E é bom pôr algum tempero, para os ouvintes que gostam de literatura, música e outras coisas boas desse tipo.

Leiam aí:

Arqueologia da prosa familiar

Em março de 2009, o biólogo britânico Nicholas Hughes se enforcou, aos 47 anos. Essa tragédia tem um detalhe especial: ele era filho do poeta inglês Ted Hughes e da poeta norte-americana Sylvia Plath, que se matou com gás em 63.

A morte de Nick faz se mexer nas estantes, mais uma vez, o livro “Cartas de Aniversário” (Birthday Letters), publicado na Inglaterra em 98, mesmo ano em que o poeta morreria, vítima de câncer. A obra ganhou tradução brasileira um ano depois, nas mãos de Paulo Henriques Britto, pela Record.

Em “Cartas de Aniversário”, Ted Hughes, cuja segunda mulher também se matou usando o mesmo método de Sylvia, faz uma arqueologia da prosa familiar.

Em longos versos marcados por factualidade, a driblar o velho conselho drummondiano “não faça versos com acontecimentos”, Ted tenta entender os mistérios do “caso Sylvia”, mulher que, em vida, ele nunca entendeu direito.

O solo remoto do livro é a natureza xamânica da tradição oral celta, berço de toda a boa produção poética britânica. É a partir desse solo que Ted tenta ler a tragédia abrigada ali, nas miudezas do afeto e do confronto.

Clique Aqui.

Se o arquivo estiver demorando muito para abrir ou, então, não abrir de jeito nenhum, faça o seguinte:
– Clique sobre o link, aperte o botão direito do mouse e clique na opção “salvar destino como”. Aí, você poderá salvar o e-book em seu computador.

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Arte: Wir Caetano – sobre foto de Rodrigo Moraes/Flickr.com

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