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Ontem foi meu aniversário.

Não dou bola pra essas coisas, datas.

Mas confesso que fiquei a fim de comer algo diferente.

E fazia o trajeto do trabalho pra casa, sem grana no bolso. “With no angry in our soul / and no many in our coat”.

Não uso cheques. Nem cartão de crédito. Meio zen-budista ou zen-nada.

Aí, no meio do caminho, lá estão Deise, a irmã dela, a amiga da irmã dela.

Num bar, numa rua.

Mais cedo, Deise havia me dado uma de suas belas esculturas de parede.

Ali, no meio do caminho, ela, a irmã, a amiga da irmã.

A irmã, com decotão tropical, exibindo duas morenas torres gêmeas horizontais. Como um Fundo Obamis de socorro à demanda por mulheres simpáticas e gostosas. E que paguem sozinhas a conta de 200 reis a dúzia!

Ufa!

E a língua ao vinho foi o primeiro produto do maravilhoso Fundo Obamis.

 

Ufa!

E os ateus ainda continuam sua cruzada!…

obamis

A imagem aí em cima é coisa do Sandro Menezes, fera.

Eu também, meu nego. E minha neguinha. Faz sentido. Inglês ou não, leia aqui, ó:

Do Ivan Lessa.

Aqui, ó:

http://jaguadarte.blogspot.com/2009/01/foda.html

Hard/Boiledsindrome_pq1
É impressionante como a tecnologia digital criou uma nova síndrome, bastante curiosa.
Podemos chamá-la de SDI, a Síndrome da Disseminação Involuntária.

Para entender do que estou falando, é preciso considerar, antes de tudo, que as tecnologias digitais de captação de imagens potencializaram ao enésimo grau nosso voyeurismo e nosso exibicionismo essenciais.

Queremos olhar, ver, sermos vistos. E tagarelar sem fim, papagaios no paraíso.

Com o celular, então, podemos fazer se cruzarem os territórios da visão e da fala a partir de gestos mínimos.

Aí, fotografamos o gato, o cachorro, o vizinho, nosso corpo, o corpo do companheiro, a cama, o sexo, tudo, para estar no palco dos voyeurs no mesmo instante. E no coração do mexerico.

Mas o que faz nascer a SDI é outro elemento: a inserção vertiginosa do acidente e do acaso nesse mundo da captação das imagens.

É o seguinte: perdemos nossos CDs, nossos pendrives, nossos celulares. Ou nos roubam. O acaso, parente do demônio, faz sua parte.

Então, nossas imagens mais melindrosas circulam por aí, nas redes virtuais, até debochando de nós mesmos.

É o vírus do acaso. E do acidente. Da disseminação involuntária.

O próximo apocalipse não será movido a água. Nem a fogo. Será, isso sim, produzido pela pletora de constrangimento.

Este é pra B.

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