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Caros e caras,

Voltei pro WordPress. Mesmo.

Tô com um pouquinho de pressa e vou deixar aqui apenas uma sugestão de blog, que peguei lá do toque da But. Aqui, ó:

http://voyeurdeblogs.blogspot.com

Veja aqui, ó.

Mudei para:

http://monlover.blogspot.com

 

Texto do velho amigo Regis Gonçalves, publicado no “Observatório da Imprensa”, em 01/04/2008

Domingo, 4 de março de 2001: o jornal mineiro O Tempo destaca, na capa do caderno de cultura “Magazine” e com chamada na primeira página, reportagem que revelava em absoluta primeira mão na imprensa a existência de um caderno inédito de anotações feitas pelo escritor João Guimarães Rosa quando exercia o cargo de vice-cônsul do Brasil em Hamburgo (Alemanha), durante a Segunda Guerra Mundial. Trechos dessas anotações, livremente chamados “Diário de Guerra”, foram publicados na mesma edição.

Fevereiro de 2008: a revista Bravo! publica, como matéria de capa de sua edição desse mês, texto de conteúdo análogo reivindicando a primazia da divulgação das anotações rosianas que, de fato, ainda continuam inéditas em livro, mas cuja existência já havia sido revelada desde 2001 por O Tempo. Autor da matéria original, tomei a iniciativa de escrever para a seção “Cartas” da revista, solicitando fosse desfeito o equívoco e dado a quem de direito o crédito pelo ineditismo da revelação. Fiz também acompanhar minha carta de imagem em PDF da capa de “Magazine” daquela data.

Questão ética

Não por coincidência, a seção “Cartas” da edição de março de Bravo! foi inteiramente dedicada ao “Diário de Guerra de Guimarães Rosa e suas repercussões” (sic), seguida do seguinte bigode: “Leitores comentam a publicação, com exclusividade, das anotações feitas pelo escritor mineiro durante a Segunda Guerra”. Surpreendentemente, minha correspondência sequer é mencionada entre tantas ali publicadas.

Bravo! não tinha a obrigação de ter conhecimento da reportagem anterior de O Tempo, mas uma vez informada do fato, teria a obrigação de registrá-lo. Lamento que o elegante senhor da foto que ilustra a seção “Carta do Editor” da revista, postulando “a arte de defender idéias de forma clara, atraente e elegante”, não tenha tido a elegância de reconhecer um furo de sete anos, que a revista insiste em ignorar, reiterando o “ineditismo” da revelação por Bravo! dos “Diários de Guerra”. Acho que esse desabafo se justifica por tangenciar uma questão ética crucial no jornalismo, que é o reconhecimento do mérito de quem dá a notícia em primeira mão.

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inseto_metalphoenix.jpg

Foto: Metal Phoenix 

Meu lance de desejo com a biologia começou no ginásio, lá pelos 12 anos. Meu livro de botânica e zoologia tinha um minidicionário etimológico no final, que me tornou seduzido pela história de nomes de plantas, bichos e outras coisas vivas.

Depois, em uma empresa que trabalhei, lá pelos 20 e tantos anos, uma colega de trabalho, que estudava biologia, me pediu pra traduzir pra ela, do inglês, um artigo sobre predatismo. É, a atividade dos predadores. O pedido da amiga me fez me afundar em dicionários especializados. Acabei ficando louco por biologia, bactérias, vírus, coisas esquisitas e coisas normais também, todas moradoras deste mundo.Talvez venha daí minha sedução pelo corpo das coisas. Uma espécie de panerotismo ingênuo, sem sexo, impregnado pela presença das coisas vivas, as esquisitas e as normais, no meu imaginário.

Até o corpo das mulheres parece entrar nessa, como um elemento sedutor mais de minha fome de biologia do que de outra coisa. Neurótico, não? É, mas a culpa deve ser daquele dicionariozinho lá atrás, nos tempos do ginásio.

 

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