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Descobri esses dias. Existem outras, é verdade. Mas, por enquanto, é essa que vai ficar por aqui: KPFA 94.1 FM.

 A KPFA é uma rádio comunitária dos Estados Unidos. Fica em Berkely, no estado da Califórnia. Nasceu em 1949,  pelas mãos do jornalista Lewis Hill.

Tem um monte de coisas. Entre elas, programa só de música brasileira. Ouçam aqui, ó: 

http://kpfa.org/archives/index.php?show=116

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Nelson Tangerini tem uma queixa

Ele trava uma luta solitária para tirar do esquecimento o nome de seu pai

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Nestor Tangerini (courtesia de Nelson Tangerini) 

Nos últimos dois dias, fui bombardeada por não menos que 21 emails enviados por Nelson Tangerini, filho do libretista brasileiro Nestor Tangerini (1895-1966).

Tangerini está desafiando todo o “establishment” brasileiro, que, segundo ele, tem conspirado para fazer toda a produção teatral de seu pai desaparecer do Arquivo Nacional e do arquivo da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT).

O pai dele, que morreu quando Nelson tinha 9 anos, foi, durante algum tempo, diretor da Companhia Teatral Jardel Jércolis, que, em 1936 e 1937, montou cinco musicais de autoria de Nestor: No Tabuleiro da Baiana, Estupenda!, Magnífica!, Na Dura!, e Gol!.

Tangerini acredita que o desaparecimento dos textos teatrais de seu pai foi uma artimanha para que os trabalhos dele pudessem ser atribuídos a terceiros, como o produtor Jardel Jércolis ou o letrista Luiz Iglesias, parceiro de Ary Barroso em algumas canções, entre as quais pode-se destacar “Boneca de Pixe”, um sucesso de 1938 na voz de Carmem Miranda e Almirante.

Durante anos, Tangerini tem feito contato com várias entidades para discutir o problema, e os resultados de seus esforços podem ser vistos pelo aumento da presença do nome do pai na Web. O respeitado Dicionário Cravo Alvin da MPB dedica espaço substancial ao trabalho de Nestor Tangerini.

Mas, para Nelson, isso não basta. Ele escreve: “No momento, estou preocupado com dois livros lançados recentemente no Brasil:

1.      Oscarito: O Riso e o Sico, de Flávio Marinho

2.      Grande Otelo: Uma Biografia, de Sérgio Cabral

Flávio se esqueceu de mencionar o espetáculo de revista “Gol!”; Sérgio diz que o espetáculo foi escrito por Luiz Iglesias. Eles não poderiam simplesmente ter se enganado, porque lhes entreguei meu livro [uma biografia de Nestor Tangerini, em um arquivo do Word] antes que eles escrevessem suas obras. Tenho tentado corrigi-los através da imprensa, mas nossa imprensa não está interessada em correção alguma. Flávio e Sérgio são ‘vacas sagradas’ e não podem ser desafiadas”.

Distante milhas e milhas das fontes de pesquisa, não posso emitir qualquer opinião sobre o assunto. Deixo que se manifestem aqueles que sabem algo a respeito.  

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Saturday, February 02, 2008  

Nelson Tangerini has a grievance

Battles alone to rescue father’s reputation from oblivion.

For the past two days I’ve been bombarded with none fewer than 21 different e-mails sent by Nelson Tangerini, son of the Brazilian writer Nestor Tangerini (1895–1966).

Mr. Tangerini is battling the entire Brazilian establishment, which he claims has conspired to make the scripts of his father’s theatrical works disappear from the National Archive and the archive of the Brazilian Society of Theatrical Authors (SBAT).

His father, who died when Nelson was 9 years old, was for a time artistic director of the Companhia Teatral Jardel Jércolis, which in 1936 and ’37 mounted five musical revues authored by him: No Tabuleiro da Baiana, Estupenda!, Magnífica!, Na Dura!, and Gol!.

Mr. Tangerini believes that the scripts’ disappearance was a ruse through which the work of his father could be attributed to others, such as the producer Jardel Jércolis or the lyricist Luiz Iglésias, who coauthored a number of songs with Ary Barroso, notably “Boneca de Pixe,” a 1938 hit for Carmen Miranda with Almirante.

For a number of years now, Mr. Tangerini has been contacting various entities on behalf of his cause, and the results of his efforts may be seen in the increased Web presence of his father’s name. The respected Dicionário Cravo Albin da MPB devotes substantial space to the work of Nestor Tangerini.

But this is not enough for Nelson Tangerini. He writes:

At the moment, I’m preoccupied with two books that came out recently in Brazil:
1. Oscarito: O Riso e o Siso by Flávio Marinho
2. Grande Otelo: Uma Biografia by Sérgio Cabral

Flávio forgot to mention the revue Gol!; Sérgio says that this revue was written by Luiz Iglésias. They couldn’t have erred, since I gave them my book [Nestor Tangerini’s biography in a Word document] before they wrote their books. I’m trying to correct them through the press. Our press is not interested in correcting anything. Flávio and Sérgio are “sacred cows” and can’t be disputed.

Being thousands of miles away from the major research resources, I can offer no opinion whatever on this subject. Let those who know something voice their own.

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Já está definida a data do próximo evento do projeto “Arte no Sítio”. Será no dia 26 de abril, um sábado, e o título é “tempero Samba Rock” (arte anexa).No final da próxima semana, a equipe de produção estará se reunindo para discutir detalhes e, oportunamente, novas informações vão circular.

A idéia do “Arte no Sítio” – realização de eventos culturais de pequeno porte no sítio do médico Luiz Amaral, no bairro Laranjeiras, em João Monlevade (MG) – começou com o “Arroz com Livros”, que aconteceu em 19 de janeiro e frutificou.

O projeto é uma iniciativa que poderíamos chamar de “estratégia CLIPES de cultura”. Sim, porque é como clipes: básico, simples, mas funciona muito bem. Graças à brodagem dos participantes.

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Não tive mulheres de todas as cores. Só de duas: preta e branca.

 

Ter não é, necessariamente, possuir. O cara pergunta ao médico: “o que tenho, doutor?” O médico: “você tem um vírus que tomou todo o seu corpo”. Nesse caso, o cara não possui o vírus; o vírus é que o possui.

 

A primeira mulher que tive era branca, e não a possuí. Foi minha professora e me espinafrou no primeiro dia de aula, quando, tímido, não respondi à chamada. Como me traumatizou, posso dizer que me possuiu, nessa acepção do termo que usamos antes de chamar o exorcista.

Primeiro nome feminino em meu diário.

 

A segunda era preta. Minha professora. Outra, claro, já que nunca fui aluno de Zellig, aquele personagem camaleão de Woody Allen. Tímido, eu fazia xixi na sala de aula, ela me espinafrava.

Mais uma na página do diário.

 

A terceira era branca. Eu era menino, de novo. Empurrei um afilhado dela numa poça de lama, quando brincávamos. “Rua!” Outra pro diário.

 

A quarta era preta. E minha primeira experiência orgásmica. O primeiro orgasmonauta na noite preta. Era norte-americana. “Miss Primavera” ou “Miss Verão”, algo assim. Mais do que uma foto na parede, uma foto na revista pornográfica. Essa também foi pro diário, mas pra seção de páginas coladas.

 

A quinta era branca. E era Monica Vitti. O diário, claro.

 

A sexta é Mônica. Meio branca, meio preta. E essa é o vírus diário que eu quero no meu corpo. Todo. E esqueçam o exorcista.

 

Aqui, ó!

A cidade são ruídos.

O homem-tronco desce pela manhã a BR-3 na cadeira de rodas em disparada como se disputasse o campeonato mundial de velocidade de homens-troncos em cadeiras-de-rodas.

Ele vem alegre, crespos cabelos ao vento. (Mais tarde, ao anoitecer, ele subirá agarrado no pára-choque do ônibus, até chegar em casa, na favela, estafado depois de um dia de trabalho).

O homem-tronco vende chicletes no sinal de trânsito.

O homem-tronco é paciente. Ele usa um chapéu à Bob Dylan e canta uma canção.

O homem-tronco parece feliz.

O homem-tronco não tem membros inferiores. Nenhum dos três.

Será que o homem-tronco está livre da tirania do sexo ( * ) ?

(*) Em seu livro de memórias “Meu Último Suspiro”, [Luiz] Buñuel, já com mais de 80 anos, enumera as agruras físicas e mentais da idade. A única vantagem que vê é a de estar livre “da tirania do sexo”.

Essa é do blog do Melo:  
  

A PM e a Polícia Civil do Rio são um retrato do Brasil

Comandantes-gerais da PM do Rio

A foto aí acima mostra dois comandantes da PM, o comandante-geral que se foi e o que acaba de entrar em seu lugar. O que me chama a atenção é que os dois são negros. E também, só de memória, acho que tivemos nos últimos anos pelo menos mais dois comandantes-gerais da PM negros. Várias vezes, em reportagens de TV, vemos entrevistas com negros ocupando postos de destaque na PM.

Já na chefia da Polícia Civil não me recordo de um único negro. Todos brancos. E também nas principais delegacias, onde há até delegadas e investigadoras brancas, louras, que posam para fotos com salto alto e metralhadora nas mãos.

E, para terminar as coisas que me chamam atenção nas polícias do Rio, a PM ganha salários de três a seis vezes menores que os policiais civis. O que pode significar que um comandante-geral da PM tenha que trabalhar um ano inteiro para receber o que o Chefe da Polícia Civil recebe em dois meses.

Curioso país o nosso: exceto no esporte e nas artes, sempre é possível saber quem está ganhando mais ao olhar a cor da pele das pessoas.

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