You are currently browsing the monthly archive for dezembro 2007.

mesmo só no deserto
meu reflexo
se refrata no seu sexo
medonho

a chave do tamanho

eu sou assim
medonho
eterno
auto-retrato num espelho convexo

Anúncios

Repriso aqui texto que já postei antes em outro blog que eu tinha. Minha mensagem de virada de ano:  

O chinês Confúcio, que circulou por este mundo de Deus mais de 500 anos antes de Cristo, não era qualquer um. Tanto que trazia, inscrito no próprio nome, uma mensagem: fuce-o!

O sábio queria que nós, pobres mortais de antes e depois de Cristo, captássemos logo esse recado indispensável. Fuce-o! Embora já não tenhamos focinho, como talvez tenha tido algum antepassado nosso lá nos velhos tempos da Pangéia (quando os continentes estavam todos coladinhos um no outro, tal e qual um Miojo hipercozido), é preciso, antes de tudo, fuçar. Repito, meu nego: fuce-o!

Meu pai, já muito antes de chegar ao alto dos 90 e poucos anos que ele hoje ostenta, sempre me dizia: é muito bom ser curioso. Sim, meu nego, é a curiosidade que nos guia, até quando estamos distraídos. Foi a curiosidade que fez com que, mesmo quando menos esperavam, certos humanos se tornassem os descobridores ou construtores de supostos bagulhos que se tornaram fundamentais em nossa cultura. Leia “Os Sonâmbulos”, de Arthur Koestler, contando a história dos acasos que abrigam a evolução da ciência, e você entenderá o que digo. E o que disse o mestre chinês no próprio nome: fuce-o!

Revirando os colchões de nossa história e das histórias dos outros, certas respostas poderão estar lá, para decifrar o mistério ao qual estamos atados (para citar, aqui, aquele verso de Allan Poe: “the mistery that binds me still”, o mistério que me prende ainda). Atados aqui, em um estranho destino no Médio Piracicaba. Aí, então, talvez seja só seguir adiante, ainda que um tanto às cegas, depois de tanto tempo vivendo sem rumo.

Seguir adiante, com o jeitão que nos ensina outro sábio, o guru Devi, mestre do yoga: “take it easy, but no lazy” (vá devagar, mas sem preguiça). Como os passos do cágado, que, à maneira daqueles brasileiros de um comercial do governo, não desiste nunca. Ou desiste um pouco, aqui e agora, e retoma um pouco mais adiante o fio da meada, mesmo que já seja outro fio, para recomeçar. Sem a canseira sonolenta do bicho preguiça.

(Obs.: a brincadeira com o nome do Confúcio foi inspirada em um poema do paulista Glauco Mattoso, poeta porreta e meu bróder).

velhos_pedros-simoes.jpg 
Foto: Pedro Simões

 

Rá-rá-rá-rá, riu o público.

Esse estribilho do “Poema Permutacional para Computador e Perfuratriz”, do carioca Sérgio Sant’Anna, não povoou a velhice do poeta romano Virgílio.

Virgílio, velho, lamentou a impotência sexual. Um certo escritor mineiro, octogenário, também.

 

No bar dela é diferente. O nome dela é Gê, digamos assim, num quase-beco de João Monlevade. Gê é bonita, tem vinte e poucos anos, e até a proeminência da barriga parece compor a peculiaridade sedutora desse design humano.

“Gosto de homens mais velhos, de cabelos brancos”, ela me disse, embora eu não tivesse perguntado nada.

E lá estão eles: chegam, alguns se sentam em algum espaço atrás do balcão. São os aposentados que se refestelam em poder usar um português rasgado, que os ouvidos e os colos de Gê absorvem com risadas. “O paraíso existe”, dá pra ler na cara deles, tanta é a insistência do estribilho de Sant’Anna: rá-rá-rá-rá.

 

Eu mesmo nem acho tanto graça.

Gazeta Mercantil – Juliana Elias

Com orçamento de R$ 1,2 bilhões para 2008, o Ministério da Cultura (MinC) pretende intensificar as políticas públicas para direitos autorais no País. Isso inclui a criação de uma diretoria de propriedade intelectual, dentro do ministério, e a tentativa de tirar do papel o projeto de uma agência nacional que cuide do assunto.
As informações são do secretário de políticas culturais do MinC, Alfredo Manevy, que falou durante o Fórum Internacional de Economia Criativa, em São Paulo. “A cultura brasileira é o que temos de mais representativo, porém não nos gera riqueza, porque não tivemos um histórico voltado para o licenciamento de direitos autorais.”
Os royalties pagos aos Estados Unidos chegam a US$ 1,5 milhão ao ano, além de mais US$ 1,5 milhão para a Europa. Enquanto outros países já conseguem fazer da chamada economia criativa fonte de renda – no Reino Unido, são 11,6 bilhões de libras ao ano – o setor ainda é mal aproveitado no Brasil, e, para Manevy, não é uma questão de falta de produção, mas de saber aproveitá-la
“Cidade de Deus cedeu seus direitos a uma distribuidora internacional, ficou mais de dois anos em cartaz em Londres e Tóquio, gerou milhões de dólares, mas nada dessa receita veio para o País. Nos faltam políticas de licenciamento para sabermos aproveitar isso”, contou.
“O Brasil tem um portfólio imenso de produtos que não têm porque não fazer sucesso no mundo”, disse o fundador da rede Creative Clusters, Simon Evans, que também participou do Fórum. Ele cita desde Carmen Miranda até a novela Malhação, produtos conhecidos no exterior, e faz troça do fato de encontrar diversos artigos, entre sandálias, biquínis e camisetas, vendidos por sites estrangeiros como brasileiros. “O Brasil já está no mundo. Tem que saber usar isso”.
Cluster criativo
Evans mostra que a economia criativa é o que agrega valor aos produtos, podendo ser responsável pela maior parte de seu preço. “É o valor criativo que faz redes como a Starbucks poderem cobrar US$ 4,50 por um café “, explica.
Para se alcançar o sucesso e a rentabilidade de um produto cultural, sem perder o seu valor artístico, Evans defende o cluster – a união de diversas forças para a realização de um projeto. No caso da cultura, isso exige a união das áreas de criatividade, negócios e tecnologia. “Estes três elementos têm que estar juntos para que a economia criativa funcione. Coloque um curso de negócios dentro de uma escola de cinema. O criador pode ser empresário também, para saber levar seus projetos para frente”.
http://www.gazeta.com.br/integraNoticia.aspx?Param=28%2C0%2C1185848%2CUIOU

velhos_pedrosimao.jpg
Foto: Pedro Simões

Aguarde o texto.

No mês passado, conheci algumas meninas da banda de rock belo-horizontina “Maria Pretinha”. Foi no Maletta, no meio do zunzunzum daquele povo todo, cerveja, clichete e som.

Troquei umas figurinhas com  a violonista do grupo, Cinthia Motta.

Ouçam um pouco do som delas, clicando aqui.

Depois, nos falamos mais.

Páginas

dezembro 2007
S T Q Q S S D
« nov   jan »
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31  

Acessos

  • 42,103 hits